Justiça concede liberdade a acusado de atropelar e matar estudante de Enfermagem em Coxim
A Justiça de Mato Grosso do Sul revogou a prisão preventiva do servidor público acusado de atropelar e matar a estudante de Enfermagem Letícia da Silva Camargo, em Coxim. A decisão também determinou o pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil e a adoção de medidas cautelares para garantir o andamento do processo.
O caso ocorreu na manhã de 12 de novembro de 2025 e causou grande comoção na cidade. Letícia seguia para o estágio quando foi atropelada por um ônibus escolar conduzido pelo acusado. A jovem sofreu ferimentos graves e chegou sem vida ao hospital.
Após a conclusão da fase de instrução do processo, a defesa solicitou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, além da instauração de incidente de insanidade mental. Ao analisar o pedido, o Poder Judiciário entendeu que a manutenção da prisão não era mais necessária neste momento.
Na decisão, o magistrado destacou que o acusado já permaneceu preso por um período considerável e que não existem elementos concretos que indiquem risco de fuga ou de comprometimento da investigação. Também foram considerados o endereço fixo e os vínculos do réu com a comarca.
Com a revogação da prisão, o servidor passará a utilizar tornozeleira eletrônica pelo período inicial de 120 dias. Ele também deverá comparecer a todos os atos processuais e está proibido de deixar a comarca sem autorização judicial.
Além disso, a Justiça determinou o pagamento de fiança de R$ 10 mil e a suspensão do exercício de sua função pública enquanto o processo estiver em andamento, medida adotada para preservar o interesse público e a regularidade da ação penal.
O pedido para instauração de incidente de insanidade mental foi negado.
Relembre o caso
Segundo as investigações, o acidente aconteceu por volta das 6h40 da manhã, quando Letícia caminhava em direção ao local de estágio. O ônibus escolar envolvido transportava diversas crianças no momento da ocorrência.
Conforme os autos, o motorista possuía a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida. Inicialmente, ele teria informado aos policiais que utilizava o celular quando ocorreu o atropelamento, mas posteriormente apresentou outra versão sobre os fatos.
O acusado também se recusou a realizar o teste do bafômetro e a se submeter a exame médico. Ainda de acordo com o registro da ocorrência, ele deixou o local sem autorização da equipe policial que acompanhava o caso.
Denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o servidor responde ao processo criminal relacionado ao atropelamento que resultou na morte da estudante. O caso segue em tramitação na Justiça.
fonte Midiamax














